quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

São noites gélidas, aquelas que eu passo a combater a fraqueza do meu ser... os meus sentimentos mais sombrios... a vontade de deixar de ser um ser tão transparente!
São batalhas travadas contra o tempo em que a solidão me invade e me alerta de um amor tão simples...tão puro...tão real!
É o frio que me diz que estou viva no calor dos teus braços... dos quais não quero fugir, não quero temer... o meu refúgio!
Quero de ti o que queres de mim...resta-me saber o que realmente queres... resta-me provar esse sentimento que me dá luz no caminho de anjos!
São noites gélidas as que não sinto aquelas asas embalarem meu sorriso... aquele ohar que me faz brilhar e me deixa ser eu...
Sem capas...sem mágoas... sem medos... Não quero temer....

Cegos...

Este mistério chamado vida deixa-nos a vaguear nas sementes dos sonhos.
Olhamos para trás a ver o que ficou, a fazer de um passado certezas de um futuro ...somos cegos... não agarramos com força o presente tão certos e tranquilo que podemos ter!
Perdemo-nos nas fraquezas de almas que nos derrubam, afastamos ensinamentos que nos deixam respirar de alívio!
Fazemos da vida um fardo...um não sei quê de perguntas retóricas que nos fazem temer de um turbilhão de realidades!
Baixamos os braços perante aquela onda que simplesmente nos molha os pés cansados na areia... soltamos aquela lágrima sentida que nos ofusca o sorriso mais puro...porque tememos amar e ser amados...porque pensamos em demasia no que poderá vir a ser... e nunca nos lembramos do que está a ser...
Cegos... somos cegos... fechamos os olhos e deixamo-nos envolver numa cegueira de fogo estranho que nos queima o coração...como se a dor aliviasse o peso de um karma ou de um darma que ninguém procura!
Cegos...